Mudanças e atualização
O Bolsa Família acompanha a vida da família, e a vida muda. A regra é direta: avise o CRAS sempre que algo mudar, e revise o cadastro no máximo a cada dois anos, mesmo que nada tenha mudado. Famílias podem ser convocadas para atualização a partir de 18 meses da última movimentação. Quem deixa o cadastro envelhecer cai na malha fina social e pode ter o benefício suspenso.



O que deve ser comunicado na hora
- Endereço: mudança de casa, de bairro ou de município. Mudar de município pode mudar o CRAS de referência.
- Renda: emprego novo, aumento de salário, perda de emprego, aposentadoria, pensão, início de trabalho por conta própria ou abertura de MEI.
- Composição da família: nascimento, adoção, casamento, separação, chegada ou saída de qualquer morador.
- Escola: matrícula nova, transferência de escola e conclusão da educação básica por um adolescente.
- Saúde: gravidez, que deve entrar no pré-natal e no cadastro, e nascimento, que altera os adicionais de Primeira Infância.
- Documentos: CPF novo de um morador, mudança de nome e qualquer documento que antes faltava.
Como atualizar
Procure o CRAS ou o posto do Cadastro Único do município com os documentos atualizados de todos os moradores. A atualização é gratuita. Depois de atualizar, confira no aplicativo Cadastro Único se a data da última atualização mudou e se a situação cadastral está regular. Se o posto pedir um documento que você não tem, pergunte o que pode ser feito no lugar e qual é o prazo para apresentar o documento faltante, em vez de abandonar a atualização no meio.
O que acontece se a renda subir
Se a renda por pessoa passar de R$ 218, a família pode entrar na Regra de Proteção e continuar recebendo metade do benefício pelo prazo de transição, conforme a página do limite de renda. Se a renda passar do teto de transição, o benefício pode ser encerrado, com possibilidade de Retorno Garantido com prioridade por até 36 meses, caso a renda volte ao limite. Em todos os casos, avisar é melhor do que esconder: a omissão, quando descoberta no cruzamento de dados oficiais, pode gerar cobrança de devolução dos valores recebidos indevidamente.
Erros comuns na atualização
O primeiro erro é atualizar só quando o benefício já foi bloqueado. O segundo é esquecer de incluir um morador novo, o que distorce a renda por pessoa para baixo e pode gerar devolução. O terceiro é manter no cadastro alguém que saiu da casa, o que distorce a conta para cima e pode reduzir o valor ou tirar a família do programa sem motivo. O quarto é mudar de cidade e não procurar o CRAS novo: o cadastro antigo fica desatualizado e o acompanhamento de escola e saúde se perde.